VOCÊ ESTÁ LENDO: Cigarros eletrônicos: o que são e quais são os riscos para a saúde?

Entenda como funcionam os cigarros eletrônicos e quais são os riscos que eles provocam para a saúde física e psicológica.

Os cigarros eletrônicos ou vapes se tornaram uma febre entre os jovens. Coloridos, com design moderno, práticos e uma ampla gama de essências como hortelã, chocolate, baunilha e outras. 

Ao contrário do cigarro tradicional, não gera bituca e não tem odor desagradável. Seu uso é cada vez mais comum em baladas, festas e até no dia a dia.

Mas, será que utilizar o cigarro elétrico é saudável? Quais impactos ele pode proporcionar para a saúde humana? Entenda mais sobre esse assunto a seguir.

 

Como funciona o vape? 

Enquanto o cigarro tradicional queima por combustão, o vape funciona pela vaporização e é recarregável. Dentro do dispositivo há um líquido que quando aquecido gera o vapor que é inalado pelo usuário.

Muitas pessoas acreditam que esse fato faz do vape menos prejudicial à saúde do que o cigarro comum. Quando ele começou a ser produzido, os fabricantes defendiam que seria uma alternativa anti tabaco, mas a OMS não reconhece essa informação.

O uso do cigarro eletrônico também é considerado como tabagismo, doença responsável pela morte de oito milhões de pessoas todos os anos.

 

Cigarro tradicional x cigarro eletrônico

Além da diferença no funcionamento, as composições também são diferentes.

A fumaça do cigarro tradicional possui milhares de compostos e substâncias consideradas tóxicas. Entre eles estão o alcatrão (mistura de substâncias comprovadamente cancerígenas), monóxido de carbono e nicotina.

A nicotina é uma droga psicoativa que gera dependência no indivíduo.

O cigarro eletrônico conta com a geração de alcatrão e monóxido de carbono, além de substâncias químicas, inclusive, algumas desconhecidas. Além disso, a quantidade de nicotina presente é muito superior à de um cigarro comum.

A dosagem pode variar de acordo com cada fabricante, sendo que a mais baixa é equivalente a concentração de nicotina de 6 cigarros tradicionais. E a mais alta, possui o equivalente a nicotina de 18 cigarros.

Por conta disso, o cigarro eletrônico gera dependência de forma muito mais rápida e intensa.

 

Dependência e impactos psicológicos 

Como já falamos acima, a nicotina é um tipo de droga psicoativa. Isso quer dizer que ela é capaz de provocar alterações nas funções do sistema nervoso central, desencadeando alterações temporárias de comportamento, humor, consciência e percepção.

Seu efeito ocorre a partir dos 15 segundos após a tragada. 25% da nicotina atinge os neurotransmissores que são responsáveis pela liberação de dopamina, substância que promove a sensação de bem-estar. 

Dessa forma, além de ficar dependente da nicotina, o usuário cria dependência comportamental e psicológica, desenvolvendo gatilhos para fumar como, momentos de ansiedade, festas, depois de tomar café, etc.

Desde 2002, o SUS (Sistema Único de Saúde) conta com tratamento gratuito à base de psicoterapia para pessoas dependentes do cigarro. São necessárias técnicas adequadas para ajudar a lidar com a abstinência e superar o vício, podendo incluir uso de chicletes de nicotina, adesivos e até antidepressivos.

 

Outros malefícios do cigarro eletrônico 

Embora o aroma dos cigarros eletrônicos faça aparentar que se trata de algo inofensivo, na verdade é bastante preocupante. Além de causar dependência, o uso dos vapes aumenta em 3 vezes as chances de experimentar cigarros tradicionais e em 4 vezes, as chances de se tornar um fumante habitual.

Esses dados são do Instituto Nacional de Câncer (INCA) que analisou o comportamento de 131,4 mil indivíduos de diferentes países.

Além disso, as substâncias tóxicas presentes no cigarro eletrônico podem provocar doenças respiratórias como a enfisema pulmonar, problemas cardiovasculares, dermatites e até câncer.

Usuários de cigarros eletrônicos têm 42% de chance a mais de sofrerem infartos do que quem não faz uso do produto. Além disso, além de causar vício, a nicotina prejudica o sistema imune, pode gerar doença obstrutiva pulmonar e alguns tipos de câncer como de pulmão, esôfago, laringe, bexiga e outros.

O fumo também contribui para o desenvolvimento da osteoporose, impotência sexual, periodontite e catarata, além de outras implicações.

Portanto, o ideal é que todas as pessoas evitem o uso de cigarros, já que eles colocam a saúde e a qualidade de vida em risco.

E aí, você já sabia sobre os riscos dos cigarros eletrônicos? Aqui no Blog da Jandaia você encontra vários conteúdos que ajudam a fazer escolhas positivas e levar uma vida mais saudável. Navegue e aproveite!

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