Como surgiu o Natal

O Natal é, sem dúvidas, um dos dias mais esperados por todos: ceia, presentes, ver os amigos e a família. Mas como surgiu o Natal? Quem criou essa data comemorativa? 

O Natal é uma das maiores festas do ano e também uma das mais aguardadas. É o momento em que a família se reúne, mesmo aqueles parentes mais distantes e também acolhemos aqueles amigos que estão longe de suas famílias. É hora de confraternizar, trocar presentes e isso não precisa ser só no ambiente familiar. Entre os amigos e colegas de trabalho é difícil não acontecer um Amigo Secreto, algo amado e, ao mesmo tempo, odiado por muitos.

E, é claro, não podemos nos esquecer da ceia e da contra a pobre uva passa, uns comem com gosto, outros passam mais tempo para terminar a refeição, pois têm que catá-los na comida. Há muitos pratos típicos do Natal como o peru, o lombo e o panetone. Já deu vontade de comer não é mesmo? 

E toda essa festa é para que? Qual o motivo? Comemorar o aniversário de Jesus Cristo, nesse caso, só quem comemora o Natal são os cristãos, ou seja, se você tem algum amigo Judeu, já deve ter percebido que essa é uma data como todas as coisas para ele.

Mas de onde vem o Natal? Como essa data surgiu? Bom, obviamente essa não é a data em que Jesus nasceu, pois essa informação ninguém sabe com tanta precisão. Mas por que o dia 25 de dezembro foi escolhido? Se você quer saber a resposta, então continue com a leitura!

Tudo começou em Roma

Nos primeiros séculos da história depois de Cristo, cada povo comemorava o nascimento do Salvador em uma data diferente. Foi apenas no século IV, na época da Roma Antiga, que foi estabelecida a data de 25 dezembro e, provavelmente, não é coincidência que nesse mesmo dia os romanos comemoravam a chegada do inverno. 

Essa era considerada (e ainda é) uma festa pagã, pois comemorava o acontecimento da natureza, o solstício de inverno. É um fenômeno relacionado à astronomia e que tem como característica principal ser a noite mais longa do ano. Era a época de comemorar a fertilidade e homenagear o Sol. É considerada uma festa pagã, pois ela é feita para o Sol Invicto, o deus Sol oficial de Roma.

Com o passar do tempo e com a invasão Persa, essa data continuou sendo de comemoração, mas agora as homenagens eram direcionadas para o deus Mitra que também se tornou um deus do panteão romano. Era considerado o deus da luz e as festas comemoravam o nascimento desse ser.

Outra festa pagã que contribuiu e muito para a comemoração do Natal foi a Yule, típica dos povos nórdicos. Ela começava no dia 21 de dezembro e ia até janeiro sendo um de seus principais símbolos uma árvore decorada. Foi daqui que surgiu a árvore de Natal. 

Por tudo isso, muito provavelmente, a data 25 de dezembro foi escolhida pela igreja católica como uma forma de fortalecer o cristianismo frente às festas pagãs que ocorriam. Dessa forma, o papa na época, Júlio I, determinou esse como o dia do nascimento de Jesus Cristo e das comemorações. 

Já outras fontes afirmam que o responsável por colocar a data no calendário cristão foi o imperador Constantino, mas não como uma forma de se sobrepor às festas pagãs. De alguma maneira, conseguia identificar o deus de sua igreja na festa, algo divino e queria unir todas as comemorações em apenas uma. 

Nessa época, as comemorações do Natal duravam 12 dias, pois esse foi o tempo que os 3 reis magos levaram para encontrar Jesus e lhe entregar os presentes (incenso, mirra e ouro). É por isso que a árvore de Natal e toda a decoração só é retirada dia 06 de janeiro.

Por que surgiu a figura do Papai Noel?

Como dissemos, no início dos tempos, o Natal era uma festa pagã e, como tal, havia representações de divindades como estátuas e outras coisas. Isso era proibido pelo protestantismo, sendo os mais radicais chamados de puritanos. Eles identificaram que uma festa cristã como o Natal ainda carregavam a simbologia das festas pagãs. Tanto é que, na Inglaterra o Natal foi proibido de 1644 a 1660.

O mesmo aconteceu no novo mundo. Quando os puritanos foram viver nas terras recém-descobertas do novo mundo, que hoje é os Estados Unidos, também proibiram o Natal por lá por alguns anos. E, quando a festa retornou, os protestantes tiveram uma ideia. Já que as pessoas gostavam dos símbolos, iam oferecer a elas um cristão, o santo São Nicolau que, traduzido para o holandês fica Santa Claus, uma figura acima de tudo cristã.

Foi dessa maneira que a figura do Papai Noel acabou chegando às comemorações natalinas. O santo é conhecido por ressuscitar 3 crianças que foram assassinadas. Por isso essa ligação do Papai Noel com os pequenos aproveitando que o bom comportamento tinha recompensas, no caso, os presentes.

Quando o presépio também se tornou um símbolo?

De acordo com uma história que é contada por anos e anos, no dia 24 de dezembro São Francisco de Assis criou um presépio em uma gruta e, de acordo com a lenda, o menino que foi colocado para fazer o papel de Jesus se transformou no próprio Cristo. O presépio é uma prática muito conhecida na Espanha e é desse local que vem o primeiro presépio que se tem conhecimento.

E as guirlandas?

Aqui no Brasil, elas não são tão comuns, mas ainda assim fazem parte do Natal. Na verdade, ela é um presente das festas pagãs que penduravam as guirlandas nas portas como uma forma de dar boas-vindas aos deuses, especialmente o deus Sol e, ao mesmo tempo, agradecer pela fartura da colheita que acabara de acontecer no outono.

Como você pode perceber, o Natal é uma festa cultural datada de muitos e muitos anos e que nada tinha a ver com uma religião propriamente dita. Ainda que não seja uma festa inteiramente cristã, o que vale são as boas energias trocada entre todos e a visão do amor ao próximo, ao que tanto precisamos nos dias atuais.

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