A educação no futuro

A EDUCAÇÃO NO FUTURO

A educação vem se transformando a cada dia, especialmente por conta da tecnologia. Atualmente, é possível fazer graduação, pós-graduação, cursos técnicos e vários outros tipos de cursos a distância, no horário e onde o aluno quiser. Estamos falando de cursos que, em sua maioria, são validados pelo MEC (Ministério da Educação), ou seja, são compatíveis com os das universidades e faculdades com cursos presenciais.

O ensino por meio de livros didáticos já não é mais tão atrativo. Ficar parado e lendo um livro ou simplesmente ouvindo o professor já não é mais a melhor forma de aprendizado e a escolas vêm percebendo essa mudança. Os alunos precisam interagir e participar ativamente da construção do aprendizado. Ninguém quer mais saber daquele ensino decoreba.

E é aí que paramos para refletir como será a educação no futuro. O que nos aguarda? Será necessário ter os professores em sala de aula? O ensino ainda será segmentado por matérias ou haverá um relacionamento mais íntimo entre as diversas disciplinas? Vamos entender um pouco mais sobre o assunto. Confira!

 

Como será a educação no futuro?

 

De acordo com uma pesquisa realizada com 645 especialistas no assunto pela Fundação Catar até 2030, o ensino será personalizado, ou seja, ele vai acompanhar o ritmo do aluno e não o contrário como vem acontecendo. Inovações sociais, pedagógicas e tecnológicas serão as chaves para todo o processo. 

As escolas passarão a ter formatos mais híbridos, ou seja, haverá plataformas online e também o ensino presencial. Na verdade, essas mudanças já podem ser vistas em diversas escolas e universidades, especialmente as particulares. O professor deixará de ser fonte total do conhecimento e passará para o papel de tutor. O seu papel agora será direcionar o aluno para que ele consiga alcançar o conhecimento sozinho.

Esse tipo de ensino já é realidade em algumas universidades com o nome de Método PBL. O tutor determina quais assuntos serão estudados e os pontos principais e o aluno, por sua vez, fica com o papel principal, ou seja, o de ir em busca do conhecimento e aprender sobre o assunto. Ele passa a ter um aprendizado ativo e isso favorece a evolução do aluno.

 

E não é só sobre tecnologia

 

Estamos percebendo que é preciso desenvolver outras habilidades nos alunos como inteligência emocional, senso de responsabilidade e resiliência (capacidade de lidar com problemas e resolver conflitos). Saber datas e fazer contas não diz muito sobre os alunos, afinal, na vida real, usamos calculadoras e quando queremos saber sobre datas, pesquisamos no Google

Outra mudança é quanto à forma que as disciplinas são ensinadas. A segmentação por séries poderá não mais existir, assim, não será preciso aprender todos os conteúdos ao mesmo tempo, mas sim de acordo com os objetivos dos estudantes. Isso não significa que alguma disciplina ficará de fora, mas que serão ensinadas de maneira interdisciplinar. Por exemplo, a biologia está intimamente relacionada com a química, e os cálculos bioquímicos, relacionados com a matemática e assim por diante.

Esse modelo já vem sendo adotado em diversos países, inclusive, aqui no Brasil. Um bom exemplo é o do Colégio Estadual Chico Anysio, localizado no Rio e que vem focando nas competências sócio emocionais dos alunos. Com uma jornada integral, os alunos passam a ter maior convívio e também mais autonomia. Dessa forma, cria-se um maior senso de responsabilidade sobre o próprio aprendizado.

 

As novas práticas da educação

 

Aprendizagem centrada no aluno

Ao contrário do que acontece atualmente, o ensino vai se moldar ao aluno, às habilidades que cada um possui. Afinal de contas, a forma de aprender de cada um é diferente, portanto, a forma de ensinar a cada um também deve ser personalizada. A ideia do autoconhecimento e da neurociência como ferramentas para entender melhor a maneira de aprender dos alunos passam a ser vistas como algo palpável e que precisam ser aplicadas dentro do universo estudantil.

 

Essa imagem, por exemplo, mostra bem como é o nosso método de ensino atual. Explica-se uma tarefa que favorece apenas às habilidades de alguns poucos e os pontos fortes dos outros alunos são deixados de lado. A educação no futuro tende a mudar isso.

 

Ecossistema de aprendizagem

A educação deixa de ser centrada apenas na escola e no professor como únicos detentores do saber. Agora, é preciso ter uma visão mais abrangente e, para isso, é preciso integrar cultura, tecnologia, comunidade e aluno para expandir as oportunidades e possibilidades. Por exemplo, visitas a museus, centros e feiras de ciências e participação mais ativa na comunidade são algumas tarefas para começar a colocar em prática.

 

Garantia de eficiência

A educação no futuro se baseará em dados, ou seja, se a estratégia que está sendo utilizada está trazendo benefícios ou não para os alunos e para o sistema de ensino. Os dados não estão positivos ou o crescimento está mais lento do que o esperado, então, é importante olhar novamente o planejamento e tentar fazer algumas mudanças visando maior eficiência, obtendo resultados melhores usando os mesmos recursos.

 

Amplificação das vozes

No sistema de ensino atual, os alunos têm pouca ou nenhuma autonomia. Eles se tornam apenas um depósito de teorias e conceitos e não possuem abertura para falar o que realmente acham sobre o que está acontecendo e assim, não se forma formadores de opinião, mas sim, “máquinas”. E não é isso que um novo conceito de ensinar quer, pois, o mercado de trabalho está exigindo cada vez mais essa capacidade estrategista, pensante, que quer e precisa de insights e de pessoas que tragam soluções e não tantas teorias engessadas. Assim, as escolas passarão a dar mais voz aos alunos, pois só assim é possível oferecer maior autonomia, com responsabilidade na formação de seres pensantes.

No geral, a educação no futuro tentará fazer com que o aluno tenha um aprendizado mais ativo e que ele seja responsável pela construção do próprio conhecimento. Ele terá no professor um orientador e a tecnologia será a sua forte aliada nesse processo. É claro que ainda temos um longo caminho pela frente, mas entender e aceitar as mudanças é um sinal de que o futuro está mais perto do que se imagina.

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