Impactos de Chernobyl no meio ambiente

Os impactos de chernobyl no meio ambiente

O acidente nuclear de Chernobyl ainda dá muito o que falar, mesmo depois de 33 anos. Isso acontece porque podemos ver os impactos para o meu ambiente até hoje e, provavelmente, por mais muitos anos. Por causa desse marco, a HBO lançou uma série para explicar mais sobre o que aconteceu na época e todas as consequências dessa tragédia. Na Netflix, você pode conferir o seriado Dark, inspirado no acidente.

Isso aconteceu em 1986 e, muita gente que hoje ouve sobre o acidente, ainda não tinha nascido ou era muito jovem para se lembrar dos detalhes. Neste conteúdo vamos falar tudo sobre o acidente para que você compreenda, desde o princípio, como tudo começou e os impactos desse evento na flora e na fauna. Confira!

Os impactos de Chernobyl

A usina nuclear de Chernobyl, localizada na União Soviética — hoje, Rússia — explodiu, causou um incêndio e sua fumaça se espalhou por diversas regiões da Ásia e da Europa. O incêndio durou 10 dias e a radioatividade foi tanta que, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica, o acidente liberou 400 vezes mais material radioativo que a bomba de Hiroshima no final da Segunda Guerra Mundial.

Apesar de terem se passado 33 anos, existem locais que ainda estão contaminados e alguns animais e plantas do norte, centro e leste da Europa estão contaminados e, por isso, não podem servir para o consumo.

Além desse acidente, mais outros 200 já aconteceram, não com a mesma proporção, mais ainda assim, representam um risco para o meio ambiente e para a saúde de todos. Um dos grandes impactos para a fauna e a flora é a redução de populações, mutações e, consequentemente, um desequilíbrio ambiental entre presa e predador.

Impactos negativos de Chernobyl

Mutações genéticas

A radiação tem o poder de alterar a cadeia de DNA e provocar mutações genéticas que podem levar a doenças como o câncer ou a problemas congênitos. Na área de Chernobyl isso é ainda mais significativo e ainda não há evidências claras de que, com o passar dos anos, os animais e as plantas se tornaram mais resistentes à radiação. Algumas das consequências nos animais é a catarata nos olhos e também a formação de cérebros menores.

Esses cérebros menores foram encontrados em diversas aves e, para sermos ainda mais precisos, os cérebros estavam 5% menor. Isso significa que haverá um retardo no aprendizado e que essas aves não conseguirão sobreviver por muito tempo quando comparadas a aves saudáveis.

Um dos sistemas mais afetados nos animais é o reprodutivo. Para se ter uma ideia, quem passa por um tratamento de câncer com radiação produz espermatozoide com alguns defeitos. No caso da região de Chernobyl é possível encontrar 40% dos pássaros sem esperma ou então com um pouco do material, porém, morto. É um impacto muito grande e vai gerar uma redução significativa da população.

E podemos ir ainda mais longe. Em alguns casos, não podemos falar de populações inteiras, mas sim de animais isolados. Existem muitos, das mais variadas espécies que apresentam lesões graves, consequência da exposição à radiação.

As consequências do acidente são tão ruins que cientistas afirmam que a região de Chernobyl terá que ficar desabitada por cerca de 20 mil anos.

A Floresta Vermelha

Logo depois do acidente, uma área próxima de 10 km² ficou conhecida como Floresta Vermelha. Ganhou esse nome porque as árvores ficaram em um tom avermelhado e todas morreram logo depois por absorver elevados níveis de radiação.

Como tudo começou

Chernobyl é o nome da cidade onde ocorreu o desastre. Na época, a Rússia ainda era a URSS e logo depois da Segunda Grande Guerra resolveram investir em energia nuclear: era o início da Guerra Fria. O acidente ocorreu na madrugada do dia 26 de abril de 1986 pegando todos de surpresa, algo que contribuiu para que milhares de pessoas morressem. A causa: falha humana.

Os trabalhadores deixaram de cumprir vários protocolos de segurança sabendo que assim colocava a vida de milhares de pessoas em risco. Altos níveis de radiação foram encontrados também no Canadá e nos Estados Unidos. Logo após o desastre, a usina foi colocada dentro de um tipo de sarcófago já que foi construída uma estrutura feita de concreto e aço para conter o material radioativo.

Criação da Zona de Exclusão

Após o acidente, por causa dos elevados níveis de radioatividade que ainda permanecem no local, foi criada uma região chamada Zona de Exclusão. Nenhuma pessoa pode habitar o local e, por conta disso, uma grande quantidade de árvores e diversas espécies de lobos e outros animais podem ser encontrados ali. Isso pode parecer algo muito bom, afinal de contas, há muito mais floresta e animais hoje do que antes do acidente, mas a questão é a saúde desses animais e os danos para as populações futuras.

No geral, a quantidade de mamíferos no local e nas proximidades caiu. O mesmo acontece com insetos como libélulas, gafanhotos, borboletas e outros.

São 33 anos desde o acidente, mas para que toda a região atingida pela radiação possa se recuperar por completo, pode levar décadas. As substâncias que oferecem maior ameaça são o césio 137 e em menor grau o estrôncio 90. Eles vêm reduzindo com o passar dos anos, porém, em algumas regiões, ainda podem ser encontrados em até 20 cm abaixo do solo.

Assim, a radiação chega às plantas por meio de suas raízes e aos animais por meio da alimentação, o mesmo acontece com os seres humanos. O grande problema é que já não há mais o monitoramento anual para detectar o nível de radiação em diversos locais próximos o que é um risco. Alguns fazendeiros que não podem comprar feno, acabam plantando outros alimentos para o gado, alimentos que estão contaminados com radiação e que afetam a carne, a produção de leite e colocam a saúde das pessoas em risco.

Você imaginava que as consequências seriam tão grandes assim? Compartilhe este post nas suas redes sociais e leve essa informação para os seus amigos que ainda não sabem os efeitos causados pelo maior desastre ambiental da história!

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