O ser humano e dependência da tecnologia

O ser humano e a dependência da tecnologia

Quem já assistiu aos episódios do seriado Black Mirror pode ter se maravilhado com as possíveis tendências em tecnologia para humanidade ou ter ficado apavorado com as possibilidades. Um dos episódios, por exemplo, mostra que as pessoas só podem entrar em determinados locais se tiverem uma pontuação “x” mínima nas redes sociais, ou seja, quanto mais popular você é nas redes, mais as portas se abrem, literalmente.

Será que é para esse universo que estamos caminhando? Que nós estamos cada vez mais dependentes da tecnologia, disso ninguém duvida. Basta pensar em como era a vida das pessoas há apenas 20 anos. Não existia smartphone, a internet era discada na maioria das casas e era bem cara, assim, pouca gente tinha acesso. Isso sem falar nos aplicativos que os brasileiros amam, não é por acaso que somos o campeão mundial no uso dessas ferramentas.

Nas redes sociais, são mais de 3,5 milhões de pessoas cadastradas. Isso é um pouco menos que metade da população mundial que está em 7,7 bilhões de pessoas. E a tendência é que isso cresça cada vez mais, afinal de contas, a tecnologia está em todas as áreas do conhecimento. 

Vamos entender um pouco mais sobre a nossa dependência tecnológica, as principais tendências e até onde isso pode nos levar. Acompanhe!

O que é dependência tecnológica?

A dependência ocorre quando precisamos de algo ou de alguém para fazer as nossas tarefas do dia a dia. Por exemplo, tem gente que depende do WhatsApp e, consequentemente, do smartphone ou outro dispositivo móvel para trabalhar. Essa é uma dependência tecnológica saudável de certa forma, porém, existem outras que podem se transformar em perigosas patologias.

O brasileiro passa 9 horas e 29 minutos nas redes sociais. Aliás, somos o segundo país no mundo a passar mais tempo nesses locais virtuais (a média mundial é de 6 horas e 42 minutos). Isso significa que, de 365 dias no ano, passamos 145 conectados às redes. Bastante não é mesmo? Provavelmente, você nem fazia ideia que era tanto.

Os aficcionados pelas redes sociais, jogos e internet de uma forma geral podem se tornar viciados. Eles apresentam uma dependência tão grande da tecnologia, que pode ser comparada até mesmo à dependência a drogas. No cérebro, acontecem as mesmas reações químicas, ou seja, pessoas que passam muito tempo na internet a ponto de prejudicarem as suas vidas por isso, não conseguem parar e sentem uma enorme sensação de prazer quando estão conectados.

Como é uma patologia ainda nova e existem poucos estudos sobre o assunto, o diagnóstico é bastante difícil. Porém, existem alguns fatores que ajudam a identificar. Pessoas com dependência tecnológica tendem a se isolar socialmente, algumas faltam ao trabalho e até perdem seus empregos por causa do vício, entre outros sinais relacionados que podem estar presentes. 

Hoje em dia, existem até mesmo clínicas de reabilitação para viciados em internet. No Brasil, essas clínicas fazem reuniões, acompanhamento psiquiátrico e estimulam a participação em diversas atividades. Pois é, a coisa é bem séria e a ajuda profissional é mais do que necessária.

Quais são os principais sinais de um dependente tecnológico?

Passa o tempo todo conectado

Os viciados em tecnologia passam a maior parte do dia e da noite conectados. De acordo com algumas pesquisas, essas pessoas checam as redes sociais 60 vezes por dia. Além disso, mesmo durante o sono elas não se desligam. 71% delas deixam os smartphones do lado e conectados na hora de dormir.

Isolamento social

Outro sinal bastante comum é o isolamento social, especialmente daqueles mais tímidos. É muito mais fácil se relacionar com outras pessoas por meio da internet, então o viciado vai deixando de sair com os amigos e com os familiares e passa todos os seus momentos de lazer com a internet.

Quer aumentar o tempo conectado

Da mesma forma que um dependente químico precisa cada vez mais de uma maior quantidade de droga para se sentir melhor, o dependente tecnológico sente a necessidade constante de passar mais tempo conectado. Assim, ele vai passando mais tempo na internet, algo que começa a interferir significativamente na sua vida.

Mentir sobre o tempo que fica conectado

Esse é um sinal clássico de quem está viciado em internet. Como ele não quer que outras pessoas atrapalhem o seu “lazer”, principalmente os mais jovens já que os pais podem impedir o acesso, o dependente mente sobre o tempo que fica conectado. 

Falta ao emprego ou às aulas

Esse já é um sinal bastante grave de que medidas mais sérias precisam ser tomadas sobre o assunto. O viciado quer passar tanto tempo conectado que deixa de ir para o trabalho ou então às aulas. A consequência disso é que ele acaba perdendo o emprego e também o semestre ou a matrícula na faculdade ou em outro tipo de curso e precisa repetir as disciplinas.

Como tentar resolver o problema?

Caso esses sinais citados estejam presentes em você ou em quem você conhece, eis o momento de fazer algum tipo de intervenção.

O primeiro passo para ajudar alguém que está viciado em tecnologia é entender a causa. Normalmente, as pessoas buscam a internet como um refúgio dos problemas, da mesma forma que acontecem com as drogas. Problemas familiares, problemas financeiros, baixa autoestima, síndrome do pânico e alguns outros transtornos psiquiátricos.

Por exemplo, pessoas que estão acima do peso sentem vergonha de sair de casa, especialmente as mulheres. Elas encontram na internet uma maneira de interagir com outras pessoas sem precisar enfrentar os olhares pelas ruas. 

Para começar a tentar resolver o problema da dependência é preciso acompanhamento terapêutico com um psicólogo ou psicanalista e assim, desfazer algumas “verdades” estão formadas na mente. Além disso, a família precisa se envolver. O problema dela é o peso? Procurar um nutricionista e formas de fazer atividade física são algumas boas soluções.

O problema da dependência tecnológica é sim algo grave. Se não tomarmos cuidado, o número de dependentes, que hoje é de 5% no mundo, pode crescer bastante. Os pais precisam ficar atentos aos comportamentos dos filhos, especialmente dos adolescentes que passam muito tempo com o celular. Tentar ocupar o dia deles de outras formas é uma ótima opção.

Conhece alguém que apresenta esse perfil de dependência? E você? Quanto tempo passa no celular?

Ah, também queremos te lembrar que a tecnologia não é uma vilã. Quando bem utilizada pode trazer inúmeros benefícios para a humanidade. Confira as principais inovações tecnológicas que vão facilitar o nosso dia a dia!

 

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